quarta-feira, 9 de março de 2011

Alma corrompida

A morte novamente repousa sobre seu corpo
E a correr sua alma ela a distorce
Uma massa negra de apatia com o mundo
Não a fogo ou gelo, vaga e sem sentimentos.

Morre e renasce, uma fênix negra
Ou apenas uma praga a assombrar
Pelas tardes vazias, pelas noites sombrias
A cada amanhecer um novo apodrecer do corpo.

Tua alma distorcida e fedido corpo
Nem o calor do sangue ou o gosto da vitória
Uma alma amaldiçoada sem sentido ou destino

Uma cruel brincadeira da morte seria
Se ela mesmo não o quisesse matar
Mas ele não cai, pois no vazio ainda resta uma promessa.