sexta-feira, 10 de março de 2017

Ofegante

A cada passo o peso de faz presente nas minhas costas
Ofegante e desorientado, cada passo a frente parece um passo perdido
Noite e sombras não aliviam seus músculos.
O peso também se joga sobre suas pálpebras.
Cansado e com um rumo dúbio
Cansado e perdido em sua mente.
Só o desejo daquela sombra.
Um ultimo lugar para dormir em paz

quarta-feira, 1 de março de 2017

Aquela Antiga Arvore e uma Nova

Olhando novamente para o vazio me deparo novamente com vocês
Suas sombra a se moverem pela dunas, ou seriam as duas a dançarem a minha volta
Mas vocês estão lá, e eu novamente cai aqui. Areia e sangue em minha boca.
O medo e o desespero a rasgar minhas entranhas que teimam e tentar sair pelos talho em minha pele e se derramarem na areia a minha volta. Pois esse é o alimento da arvore de meu deserto.
Antes um local de sombra agora maculado e apenas local de trevas e dor.
Mas outra arvore que brotar em outra lado, e clama para que regue e adube suas raizes com meu sangue e minhas entranhas.
Mas não quero que ela cresça, tudo que nasce em meu deserto está morto.
E tal arvore apesar de bela e frondosa, maior ainda que a primeira. Não a quero.
Quero-a sobre o mar, e sob o céu. Quero alimenta-la com o tempo.
Não com resto putrefatos de uma alma pedida e fraca. 

Culpa

Urrei e babei feito uma fera ferida próxima de seu fim
Mas fui eu que feri e trai,
Fui Eu que a conduzi com sonhos que também sonhei
Mas fui luxuriento de mais.
E no auge do meu egoismo pensei que seria bom para nós
Mas enganei a mim mesmo

Sempre procuro a lança mais afiada para que essa me atravesse
Mas me esqueço que o mundo ve
Por isso urro e babo em desespero jogado de joelhos em um canto
Minhas pernas e minha alma se dobram
E me dou a terra para que ela me engula para que os vermes se alimente
Se é que prestarei ao menos para isso.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O Começo do Fim

Então ela veio
Sobre meu corpo caído e minha pele aberta
Posicionou o machado sobre meus olhos
a lamina embebedada de sangue que gotejava sobre meu rosto.

Ele me fitou, caído com olhos semi abertos
Meu corpo sem forças e todo mutilado
Sua mão firma a apontar suas pistolas em meu peito nu
Um sorriso sínico e rubro do sangue de suas feridas.

Um respirar, um soltar o peso, uma leve pressão
Então é isso, o fim, um impasse. Ou Tudo ou Nada.
Olhares turvos e corpos trêmulos sem força
O Suor corria por seus rostos e seus corpos

Então aconteceu, o machado caiu, a pólvora disparou
Um sobre o outro, sangue sobre sangue e lábios colados

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Palavra mal dita

A palavra foi dita, O punhal foi lançado
Vil língua a minha, idiota e inconsequente
Seu sangue escorre por seus seios
Cada gota é uma lâmina que se crava em minha alma
Sua dor rasga-me o estômago e retira-me as entranhas
Vazio e aberto, morro lentamente enquanto seu sangue escorre
As lâminas rasgam minha pele. Me esfolam
E mesmo assim choro não pela minha dor.
Como pude eu lançar aquelas palavra?
Em hora tão errada. Em lugar tão errado!
Palavras vazias que se tornou lâmina tão afiadas que se cravou no peito de minha amada.
Sofro a cada segundo. O corpo meu já estripado.
Sofro a cada fôlego. Com a pele esfolada
A cada minuto sem suas palavra. Lâminas se cravam em mim.
Sem seu carinho. Morro eternamente em fogo.
Porém sinto ainda que não compensou uma gota de sua dor .
Mesmo com a eternidade do meu sofrimento. Ainda lhe pesso desculpas.
Que tolice a minha.
Como poderia eu salva-la de meus erros?

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Aquela palavra

Sabe aquela palavra que eu não disse
sabe aquele sentimento grande e indiscriminável
é uma vil palavra que ilude e da esperanças
as vezes distancia
as vezes cria pontos
as vezes cria laços
e por fim as vezes acorrenta
muita vezes usada inadvertidamente
usada idiotamente ainda como desculpa
não a quero usar assim
não quero desperdiça-la em um erro
em uma noite de êxtase
quero guarda-la
quero carrega-la egoistamente comigo
e se um dia ela fugir de meus lábios
sabia que não foi por querer
foi porque ela foi mais forte
mais forte que meus quereres
mais forte que meus medos e receios
mais forte que a duvida
ou que o medo
e ela vira para você na forma de uma flecha
uma arma para lhe atravessar o peito
para te marcar para a vida inteira
ela será um precioso presente
com o poder te destruir a nós dois
até só sobrar o pó
e que brilhará mais que os sois na escuridão do universo
e queimara tudo
e fara tudo crescer    

Caminho inadvertido

Maldito fio de sangue que corres de teus lábios
Fui meu vil desejo de carne que o fizeste brotar
me quebra a alma cada gota escorrida
cada pulsar perdido

Deixaste marcas em mim
mas nada me dói mais que a lembrança
cada gota derramada que seca
e assim como seu olhar perde o brilho quando olha pra mim

vil desejo mundano
vil permissão inadvertida

minha alma quebrada
teu carinho a perder