segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A casa

O dia chega, ilumina e revela a degradação de seu corpo
Mostra o sangue e lema secos, feridas abertas que já pararam de sangrar, mas ainda doem.
Há uma casa em seu caminho, onde ele se recolher para descansar.
O lugar é habitado pois há moveis, comida  e água fresca.
Ele olha ao redor, ver as coisas que ali estão, ele lembra delas. Seria essa sua própria casa ?
A cama lhe cabe e lhe conforta. mas seria essa a sua cama? algo lhe inquieta.
A casa é grande e vivida, mas ele vê uma sombra em casa canto.
Um vazio parece devorar o ar a cada comodo que ele visita.
Tudo ali lhe é reconhecido porem nada lhe traz um ar familiar.
Como o retrato de uma tela. A fotografia de uma fotografia.
Ele descansara mas sua mente vaga em lacunas e quartos sem vida.
Alguém lhe trata as feridas, alguém lhe oferece comido e tira sua botas.
Uma sombra? uma Luz ? ou apenas uma ilusão?
O sonho deturpado de alguém que vive solitário entre retalhos de um vida.
A sombre lhe envolve e a luz lhe esquenta. Mas nada lhe toca.
E a ilusão lhe chama novamente as repesabilidade de sua promessa.
Ele se levanta. Nu em carne e sangue.
E ali se ajoelha e faz sua oferendas.
Tudo de bom lhe foi Oferecido
Ele louva e agradece.
Mas ainda sem saber o que ele faz ali.