terça-feira, 7 de junho de 2011

O Trono de Pedra

Diga-me qual o prazer do condenado
Sobre a navalha do carrasco o que lhe traz o sorriso
Seria essa a ironia da vida e da morte
Que bem próximo do fim riremos de todos os nossos males
E a enquanto a lamina atravessa nossa carne
Naquele mínimo instante de consciência
O mundo seria revelado em todo seu poder e mistério
E só aquele que teve seu coração arrancado do peito
E ainda permaneceu em pé, a desejar e odiar saberia
E só aquele que já se afogou em sangue
E pelo seu corpo percorreram mil lanças entenderia
Então só aquele que teve seu corpo queimado
Que teve seu corpo congelado por dias e noites incontáveis aproveitaria
Para aquele que por tantas vezes provou o doce beijo da morte
Só para aquele que permanece em pé sem sangue, coração ou alma
Só para aquele que permanece em pé por puro desejo de permanecer
Só esse que sobre morte, sangue e espadas poderão ver
Ele verá as chamas do inferno q sua alma merece
Ele verá as escadarias do céu que seu desejo merece
E ele verá por traz de anjos e demônio do seu lugar
O lugar que tanto sua alma, mente e corpo tanto esperaram
E lá estará entre dunas e ruínas
Seu ultimo repouso
O trono de pedra