segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Olhar e a Verdade

Agora frente ao trono ele enxerga
A verdade bela e pura
Nua sobre seda tão leve
Transparente a cobrir seu luminoso corpo
Justa e impiedosa
Seus lábios do mais puro mel
Porem de veneno tão mortal como doce
Ela lhe acaricia a face
Jura, ferida e seca sobe o sol
Pousa seus de dos sobre seus olhos
A verdade a perfurar seus olhos
As unhas a ferir-lhe as íris
Atravessando a retina
Estourando seu globo ocular
Enchendo tua face de sangue
Ele é mudo perante o trono
Seu urro morre na alma
E agora é cego perante a verdade do trono
Pois essa é a verdade, cruel
Impuros olhos perante o trono de pedra
Fraca alma perante a verdade dela própria
Incapaz de ver as verdade da própria alma