domingo, 19 de junho de 2011

Imundo e Indigno

Agora sobre a duna repousa doce lamina
Em seu fio o sangue jaz frio e seco
O guerreiro a muito morreu
Porem a morte não lhe levou
Eis que permaneceu em pé

Peito aberto e vazio, que não pulsa
Corpo seco de pele, osso e ódio
Olhos vazios e loucos em uma visão distorcida

Seu punho serrado na espada
Lamina seca que corta tudo a sua frente
Não há bem ou mal, apenas sangue e morte

Eis ai que o gosto lhe fugiu ao paladar
Eis ai que a vontade lhe fugiu dos golpes
Eis ai então que mais nada houve

E assim se tornou imundo e indigno