quarta-feira, 1 de março de 2017

Aquela Antiga Arvore e uma Nova

Olhando novamente para o vazio me deparo novamente com vocês
Suas sombra a se moverem pela dunas, ou seriam as duas a dançarem a minha volta
Mas vocês estão lá, e eu novamente cai aqui. Areia e sangue em minha boca.
O medo e o desespero a rasgar minhas entranhas que teimam e tentar sair pelos talho em minha pele e se derramarem na areia a minha volta. Pois esse é o alimento da arvore de meu deserto.
Antes um local de sombra agora maculado e apenas local de trevas e dor.
Mas outra arvore que brotar em outra lado, e clama para que regue e adube suas raizes com meu sangue e minhas entranhas.
Mas não quero que ela cresça, tudo que nasce em meu deserto está morto.
E tal arvore apesar de bela e frondosa, maior ainda que a primeira. Não a quero.
Quero-a sobre o mar, e sob o céu. Quero alimenta-la com o tempo.
Não com resto putrefatos de uma alma pedida e fraca.