sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mostros e Aço

Monstro maldito
Tuas garras e dentes
Rubros do sangue daqueles que vinheram antes
Tua couraça ferida, prova de que não se esquecerá
Dos bravos que te enfrentaram e te feriram
Mas um nome sumirá em sua mente
Esse nome não passa daquela planície
Inundada se vísceras e almas lamentosas
Pois não há aquele que vera o fim dessa batalha
Além do vencedor, que olhara de cima para o perdedor
Morto, como tantos que ele já enfrentou
Tuas garras são vermelhas do sangue quente
Mas a lâmina é negra
Negro aço, vazio olhar
Rubras garras, um olhar de ódio e selvageria
Tuas garras rasgam a pele de quem te enfrenta
Mas a lâmina lhe atravessa o coração
É forte, o teu ultimo pulsar,
de sangue tão quente e rugido tão voraz
Uma alma viva que se esvaire.
Uma alma amaldiçoada e armada
Que lança o olha sobre sua ultima vitima
E pela noite se funde com as trevas
E mesmo por lá caminha sozinho
Pois até os demônios acham forte de mais
O cheiro de sangue, odeio e trevas
Que emana daquele que empunha o aço negro.