sábado, 24 de julho de 2010

Sangue e Luar

Manto sombrio
Espada impiedosa
Sangue e lagrimas se misturam
O ar dos campos impregnados com o cheiro da morte
Porque em um cenário desse você se mantém ainda tão indiferente?
Por que em minha mente só sinto o remorso de não te alcançar
Dos corpos caídos, das pessoas deixadas
Por que teu passo não consigo alcançar?
Minha mão encharcada em sangue alheio
Feridas q não iram se fechar em meus punhos
Porque eu estando tão ferido é você que chora meu anjo
Tuas vestes negras, não é mais o anjo que cuidei
Agora tua foice reluz ao luar, o sangue dos seus ceifados em mim
Minha lagrimas a correrem em tua face.
Diga-me, porque não me levas em teu colo?
Porque tenho que correr por terras tão turbulentas
E só poder vislumbra tua face sobre o sangue e o luar?
Porque os beija com tanta força e ainda sim choras?
Porque não me da um beijo teu?
Se brincas comigo, pare de me iludir com tua carne pálida
Pare de me seduzir com teus lábios vermelhos
Alem de tudo, deixe-me sair do labirinto de seus olhos
Pois a muito me perdi em tua face e em teus leitos
Mostre-me o caminho do fim ou então me de teu final beijo
Amor supremo em sangue e luar, foice e lagrimas.