terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma valsa sinistra

Cada osso de seu corpo se esfarela
Cada gota de seu sangue escorre por entre suas feridas
Aberta e seca em eu corpo debil
É um fantasma do que já foi
Mas é um esqueleto em que a pele seca forma um sorriso
De tal maneira sinistra e de satisfeita feição
Seu corpo seco a querer se soltar do chão a cada passo
O vento a sopra entre seus lábios murchos uma canção
Estranha e melancólica valsa, mas de ritmo envolvente
Sua podre vestimenta a rodar sobre novo capim orvalhado
Sua silueta a assombra a campinha enquanto dança
Um ultimo girar, um ultimo valsar
E então uma risada solitária
E um continuar o caminho