sábado, 19 de junho de 2010

Minha Maldita Paz

Hoje tenho minha paz
Hoje tenho os dias mais tensos
O marasmo da tarde a me cegar
O girar dos dias e noite a me desorientar
Hoje tenho paz
O Trigo cresceu e engoliu o sangue de minhas batalhas
A espada repousa na bainha
E o corpo se acostuma com o conforto da cadeira
Maldita paz, malditas raízes
Por que a paz tanto me atormenta
O mundo gira e eu com minha odiada paz
Queimarei os campos
Desembainharei a espada
O mundo não mais vai girar
Pois agora eu farei guerra
Entorno dele girarei
E ele que ira me contemplar
Minhas lutar, minhas historias
Em seus caminha a minha marca
O meu sangue.