sexta-feira, 18 de junho de 2010

Feras

A inveja
A tristeza
A lamina que atravessa a carne
O sangue que brota da ferida
Os dentes serrados de dor
As pupilas exaltadas
No fim o urro da besta ferida
e o sangue derramado no chão
E é o fim
Para os fracos
Com a lamina presa em sua carne
A fúria no olhar
O inimigo preso em sua carne
Com o sorriso da vitoria na face
Então o golpe da vira
Por sob suas costelas
Seu pulmão perfurado
O cheiro de sangue agora em seu fôlego
Então o urro da besta agora é dele
Dois monstros feridos
Duas feras a se enfrentarem
O sangue a manchar o chão
Agora é o fim
De uma ou das duas